sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Confrarias de Mulheres cervejeiras!



Hoje, passeando por um blog do qual gosto muito, Casos e Coisas da Bonfa, descobri que existe uma Confraria de mulheres que fabricam sua própria cerveja e têm um conhecimento enormeeeeee sobre tudo relacionado ao imenso prazer, do qual compartilho, de degustar cervas! O nome desse grupo de 6 mulheres é FemaAle Carioca, o link do blog delas está aqui, vale a pena entrar e saber mais sobre essa empreitada. E não é que pelo blog das FemAle fiquei sabendo que as pioneiras nessa arte são nada mais, nada menos que mineiras??!! Eu, uma belorizontina nata, adoradora do movimento de levantamento de copos, não tinha conhecimento de que existia uma Confraria Feminina de Cerveja aqui em BH, e que é a primeira nessa categoria no Brasil! O blog da Confece também é muito legal, sem contar que é ótimo mergulhar no conhecimento delas sobre os estudos e degustações dos mais variados tipos de cerveja. Fiquei superorgulhosa dessas mineiras pioneiras e talentosas e, no final das contas, além de ficar doida de vontade de experimentar várias cervejas, me deu também uma pontinha de anseio de aprender a fabricar essas delícias!

Afinal, como disse uma das integrantes da FemAle: “ninguém faz amigos tomando leite”. Concordo!



Bora tomar uma geladinha?

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Tripla jornada

Já repararam como as pessoas acreditam que repetir por aí que levam uma vida difícil, sempre ocupada, emana respeito? Sofrer de estresse com o trabalho faz com que elas se sintam mais importantes, dignas mesmo da admiração dos outros.

Parece que todos estão condicionados a encontrar uma razão que justifique toda e qualquer ação. Fazer algo por simples prazer é quase um crime, uma insanidade. Se caminham, é para suar e fortificar os músculos, pra perder calorias. O happy hour é pra fazer networking. Sinal vermelho, pra escutar audiobooks. Final de semana, pra colocar o trabalho em dia.

O trabalho não é um valor absoluto. Muito menos em excesso. Ficar repetindo isso então, a torto e a direito, queném uma nossa senhora desesperada, só faz o sujeito parecer inseguro.

Quer saber?! Tripla jornada, pra mim, é coisa do Bernard do vôlei. Cês pensam que eu tô ironizando? Tô falando sério! Eu me permito não fazer nada, de vez em quando, desculpa aí! Dar uma volta a pé para refrescar a cabeça. Ficar deitada olhando pro teto, pensando no que poderia fazer para otimizar a total liberdade de não fazer nada, é um direito que eu me dou, mesmo que isso possa parecer uma heresia. E digo mais: adoro um sinal vermelho! Vou até diminuindo a velocidade quando percebo que ele está amarelando. E não é pra prestar mais atenção no audiobook, mas pra ter um tempinho ali parada, só pra mim, sem fazer nadica de nada.

Adoro teorias conspiratórias e se quisesse defender a hipótese aqui diria que, a necessidade de impor o trabalho duro como um valor absoluto reflete outros interesses. Se o cara trabalha até 14 horas por dia e ainda fica feliz com o “sucesso” que está fazendo, mais feliz fica o dono da empresa. Mas não vou entrar aqui no mérito da questão.

O ritual diário de sair correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada e passar o dia ereta na frente do computador, pode fazer parte da minha realização. Mas, se eu quisesse e meu dinheiro desse, eu ficaria em casa, lendo dezenas de livros com as pernocas pro ar e me realizaria plenamente com isso. Ócio não é sinônimo de tédio, não senhor.

Olha lá hein, não tô aqui fazendo apologia a vagabundagem. Não vá pegar meu texto e sair correndo por aí, pra justificar sua falta ao trabalho. Claro, que não tem nada de errado em alguém se realizar por meio do trabalho. Eu até gosto. Quero dizer apenas, que não é só através do trabalho que o homem pode se realizar e que é muito chato esse nhenhenhém de “ó vida, ó azar, quanto trabalho! Não tenho tempo pra nada nessa vida! Olha como eu sou ocupado e estressadinho...” Ninguém te admira por isso, só acham você um mala! Ah, e na maioria das vezes, sabem que você tá exagerando um tiquim, ó, falei!

domingo, 8 de agosto de 2010

Eu odeio Gisele

Eu odeio a Gisele Bündchen! Não. Pera aí. Não odeio a pessoa Gisele. Não posso falar isso de uma uma pessoa que não conheço pessoalmente. Eu a acho linda, diferente. A estrela dela brilha mais que o Sol, né?
Isso é para poucos. Bem sucedida, milionária, casada com um gato, mãe de um filho fofíssimo e referência no mundo da moda. Além disso, é capaz de entrar num jeans 38 dois meses após o nascimento do filho.

O que eu odeio é o padrão "Gisele". Reparou que as roupas têm diminuido de tamanho? É fato! Tempo atrás eu achei uma calça velha no meu armário da casa do meu pai. A long time ago eu vestia 38, gente!!!!! Juro! Então, eu trouxe esse jeans para BH e comparei com as calças de mesmo número da minha prima (ela é deve ser parente da Gisele!) e percebi que a medida dass calças e o formato eram bem diferentes. A 38 de hoje é beeeeem mais justa, bem menor.

As lojas resolveram entrar na onda. Tamanho G é "G" de Gisele. O padrão de beleza mudou. Todo mundo tem que vestir calça 38, camisa P (pra não falar no tal tamanho único), ter peitão siliconado para eles ficarem inchados, subindo a camiseta para mostrar a barriguinha sarada e, se bobear, aparecer aquele piercing horroroso no biguiú.

Não concordo. Brasileiras são mulheres reais. E a realidade aceita peito normal, quadril largo ou sem quadril, pernas grossas ou de sabiá, dobra na barriguinha quando se senta, celulite e estria.
Não existe nada mais feminino do que uma celulite, gente!

Mulheres reais são aquelas que tem desejo de comer massa, tomar um sorvete de creme com calda de chocolate, bater um copão de refrigerante SEM CULPA!
Alguém pode me dizer se algum dia teve desejo de comer um prato de alface? Ou uma salada de rúcula, tomate e chicória? Você reune seus amigos para comer uma alfafa? Uma cenoura assada na brasa?

Espero que as lojas e as indústrias têxteis confeccionem roupas de padrões democráticos, remarquem as numerações de acordo com a cintura e o quadril das mulheres possíveis.
E torço para que essa moda não se estenda aos acessórios e sapatos. Se chegar, vou cruzar os dedos para a Gisele Bündchen calçar 38.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Puro devaneio

Eu não sou de grandes planos e idealizações porque sempre tive os pés no chão quanto a grandes expectativas. Por causa disso, sou de planos possíveis e de curto prazo. Isso não quer dizer que não tenha grandes sonhos. Não desejos veementes ou aspirações, mas devaneios, quimera. Um deles é escrever um grande romance.

Já sei a dedicatória e como eu começaria a escrever o livro. Um romance mineiro. Tenho a história e os personagens. Eu teria que ser muito boa para contá-la com a força que ela tem, uma historinha tão simples.

Eu poderia até adiantar a história aqui. Posso? Vou contá-la, ainda que sem o tratamento que ela teria no meu fantástico romance sonhado. Seria um pedacinho apenas. Tudo isto eu botaria no livro, com muita literatura, podem acreditar. Deixa ver se a conto em algumas linhas...

É na adolescência, de alma descuidada e coração vadio, que eles se conhecem. Tudo é um vir-a-ser. Vida, profissão, amor, família, tudo é futuro. Cotidianamente, ele a segue com olhos atentos, até que ela chegue ao portão de casa. Ela, tímida, até gosta, mas se faz de desentendida.

A possibilidade de ele vir falar com ela, a faz estremecer desde a ponta dos seus pés. São tantas as tentativas que, um dia, ela se permite encontrar os olhos dele. Isso é o suficiente. Um sussurro percorre seu corpo inteiro. É uma inauguração em seu corpo, em seus sentidos, em sua alma.

Um dia, meias frases, meio diálogos, sem pontos finais. Acontecimentos pelo meio e eles ficam pelo meio. E, não é que vivem no passado, é o passado que está neles. Desde então, porém, a pergunta a persegue: como se lida com o reverso do amor?

Ela espera que ele diga “largue tudo e venha comigo”. Ele não diz e assim ela segue a estrada mais difícil, menos usada e isso faz toda a diferença. Ele passa, às vezes, pelo mesmo portão e talvez se lembre dela. A estrada que não tomaram continua ali. O passado molda o dia de hoje, mas não o determina inteiramente, não o impede e, sobretudo, não o substitui.

O tempo passa e como o amor desdenha das situações preparadas para o amor, mas não despreza o acaso, há sim um último encontro, para provar que, assim como, aos 30 anos não se pode recuperar uma paixão da adolescência, Tom e Chico estavam certos, quando falaram do quanto é “desconcertante rever o grande amor”.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Gostaria de dizer...

Gostaria de dizer que ando por aí despreocupada, que deixo a bolsa na cadeira ou em cima do balcão. Gostaria de dizer que os pobres herdarão o reino dos céus e que os juros vão cair. Gostaria de dizer que príncipes encantados existem, que chocolate não engorda e que a dívida externa foi perdoada.

Gostaria de dizer que não estou arrependida do voto que dei na última eleição, aliás, dizer que nunca me arrependi, que sempre votei certo. Gostaria de dizer que a unha não vai quebrar, o ônibus não vai atrasar e a meia calça não vai rasgar.

Gostaria de dizer que Deus ajuda quem cedo madruga. Gostaria de dizer que ética tem valido mais que estética e que reina em nosso país juízes justos e políticos íntegros. Por fim, gostaria de dizer que o compadrio não leva vantagem sobre o mais competente e que o jogo de influências não derrota o aplicado.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

10 anos

Izabella,
que a fé more sempre em seu coração,
a justiça guie o seu espírito,
a bondade seja sempre o perfume de sua alma
e o perdão seja sempre a flor mais bela de seus pensamentos.
Magda
*Escrito no meu diário de Hello Kitty, em 10/12/1991, numa página qualquer para que fosse achado a qualquer momento.


Eu não conheci minha avó. Ela se foi antes mesmo de se tornar uma. Foi precocemente no inverno de 1968.

Minha mãe também partiu em um inverno, no dia de 10 de julho de 2000, carregando o mesmo legado de sua mãe. Mas antes mesmo de ser avó, faltou-lhe o tempo de continuar a ser mãe. Minha mãe.

Quando pequena, eu era como qualquer criança: dependente de todo o cuidado materno. Aos poucos, dando os primeiros passos, as primeiras quedas fui ganhando independência e, ao mesmo tempo, personalidade. Mas ela estava lá, assistindo todo o meu caminho.

Na adolescência, como todo "quase adulto", achei que esse negócio de ser mãe era chatice pura e por diversas vezes entortei o nariz para seus conselhos. Mas ela estava lá, insistindo em seus avisos e me esperando de braços abertos para caminharmos juntas.

E foi exatamente no intervalo entre a adolescência e a vida adulta que ela se foi. Eu tinha 18 anos. Exatamente na época em que se descobre que a adolescência não é eterna e que começam a surgir os desafios da vida. Foi exatamente aí que eu procurei a sua mão, o seu olhar dizendo "coragem" e não os encontrei.

Eu me lembro de uma mãe de postura firme, que me ensinava a seguir em frente, a lutar e ter fé. Eu me lembo de uma mãe zelosa e amável que me ensinou princípios e virtudes para levar comigo. Mas naquele dia, nenhuma lembrança se fez maior que o tamanho de sua ausência.

Ausência que tem cheiro, que tem voz. Ausência que caminha ao meu lado há 10 anos. Às vezes em ritmo acelerado, forçando-me a tomar fôlego ou a parar um pouco, exaurida de saudade.

Engana-se quem pensa que o tempo faz esquecer as pessoas. Ao contrário, o tempo tratou de guardar minha mãe em mim. Ela nasce em mim todos os dias e eu sou ela sempre. E sempre busco um pouco dela nas pessoas e nas coisas que me cercam e dou um pouco dela para as coisas e as pessoas que me cercam.

E assim, sob olhar eterno, minha mãe continua a assistir meu caminho e a caminhar comigo.

Eu não carrego o legado de não ser avó. Isso foi um mero acaso. Não estou fadada a este destino. O meu legado é continuar a viver esse amor. É procriar esse sentimento e mostrar para todos e para mim mesma que, mesmo desfrutando tão pouco da dádiva de ser mãe, ela foi a melhor do mundo.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O 1º bolo de maçã a gente nunca esquece!



De uns tempos para cá tenho sentido uma enorme vontade de aprender a cozinhar. Acho que isso é meio que um dom e como não o tenho estou forçando a barra para pelo menos tentar exercer essa minha parte mulherzinha de forma razoável. Tenho visitado uns blogs de culinária e alguns deles são inspiradores, além da beleza das fotos e do capricho de suas donas, a forma como elas nos encorajam a testar as receitas é contagiante! Já salvei várias receitas, comprei alguns ingredientes que ainda não usei e espero cada vez mais aprimorar a minha falta de jeito. Só sei que quando no final tudo dá certo, dá uma imensa alegria de realização.

A receita do meu primeiro bolo de maçã eu tirei do blog chocolatria, desse post aqui, esse blog é uma delícia, dá água na boca e realmente adoça a vida! O preparo é bem simples e o cheirinho da maçã assando junto com a canela é delicioso.

Bolo de maçã
Ingredientes:
1 1/3 xícaras de óleo vegetal
3 xícaras de farinha de trigo
1 colher de sopa de canela em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio ( eu não tinha em casa, então substitui por uma colher de chá bem rasa de fermento em pó )
1 colher de chá de sal
2 xícaras de açúcar
3 ovos
4 maçãs -usei a Gala- descascadas, sem sementes e cortadas em cubinhos. ( Eu usei 3 maçãs grandes e achei o suficiente )
1 xícara de nozes picadas grosseiramente ( eu não tinha nozes, então usei castanhas de caju que eu já tinha comprado previamente trituradas )
Modo de Fazer:
Pré-aqueça o forno a 180oC.
No bowl da batedeira, junte os ovos, o óleo e o açúcar. Em um outro recipiente, misture a farinha, o bicarbonato, o sal e a canela polvilhados.
Bata a mistura de ovos até obter um amarelo claro. Agregue a mistura de secos e bata o suficiente para envolver.
Retire da batedeira e adicione as nozes e as maçãs picadas. Divida a mistura nas assadeiras previamente untadas com manteiga e polvilhadas com farinha de trigo, deixando um dedo de borda.
Leve para assar por cerca de 45 minutos -faça o teste do palito- rotacionando a forma no meio do tempo.


Ficou muito bom! Se alguém se animar de testar a receita, me conta depois como foi!
Boa semana e bom jogo do Brasil pra nós hoje!!